Cibercondria: a doença da era digital

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    É indiscutível que a internet tornou ainda mais fácil o acesso a informações para a população. Desse modo, uma pessoa doente pode facilmente pesquisar os seus sintomas e chegar a um diagnóstico (sendo esse não confiável), sem sair de casa. Tal ato gerou um novo termo para se referir a hipocondria na modernidade: a cibercondria.
      Atualmente, é possível ter o resultado de exames e tratamentos para doenças em apenas uma simples consulta com o " Dr. Google". O principal problema é que as respostas do navegador são genéricas e podem causar preocupações desnecessárias, desencadeando um quadro de ansiedade excessiva. Por exemplo, caso uma pessoa procure por " dor no lado direito na barriga", ela terá informações como pedra no rim, câncer, entre outras doenças graves, quando o quadro é apenas um desconforto abdominal. Essa prática pode se tornar um vício e desenvolver um caso de hipocondria.
      Observa- se que nos dias de hoje as preocupações com o corpo e a estética tem se tornado cada vez maiores, principalmente entre os jovens, que se expõem cada vez mais nas mídias sociais e estão sujeitos a críticas a todo momento. Com isso, torna- se ainda mais fácil para a industria farmacêutica vender seus produtos, os "remédios milagrosos", por exemplo os que prometem acabar com o sobrepeso em pouco tempo e sem nenhum sacrifício (como atividades físicas e boa alimentação), ou os que garantem dar energia para o dia todo sem fazer mal ao organismo. Isso acaba deixando as pessoas cada vez mais inseguras e as tornam dependentes desses medicamentos, entrando em um ciclo vicioso e enriquecendo cada vez mais a industria que não se preocupa de fato com a saúde da população.
      Dado o exposto podemos concluir que  o Ministério da Saúde deve exigir que a venda de medicamentos seja feita apenas com a receita médica, e disponibilizar campanhas e palestras em escolas públicas e privadas para conscientizar a população dos problemas em se automedicar.