Cibercondria: a doença da era digital

Envie sua redação para correção
    Saúde em banda larga
          "Entre uma postagem e outra, há sempre uma dor de cabeça se alimentando e crescendo". Para a Academia Paulista de Psicologia, grande parte das psicopatologias da atualidade são consequências do mau uso da internet, e não é à toa que a depressão é chamada doença do século. Em 2018, a pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que equivale a 69,8% o número de pessoas conectadas à internet no Brasil.
         Embora apresente muitos benefícios e a indiscutível revolução tecnológica para a história, a web tem deixado marcas no interior de muitas pessoas, em suma, por conta da falta de conhecimento psíquico, segundo os próprios médicos. Acerca disso, o termo utilizado entre os especialistas é cibercondria: a necessidade incontrolável de interagir no mundo virtual.
        Ademais, essa problemática afeta todas as faixas etárias. Recentemente, um aplicativo atraiu a atenção do público em todo o Brasil com o recurso de editar fotos, de forma a atribuir sinais de envelhecimento, como rugas e cabelos brancos. Apesar da diversão, os brasileiros ficaram preocupados quando estudiosos revelaram que o Face App armazena dados pessoais dos usuários.
              Outrossim, é evidente que alertas como esse podem impactar de tal forma, a desencadear doenças neurológicas na população.
          Por último, a conscientização desse público cada vez maior e a reeducação de acesso à internet são medidas simples e cabíveis ao governo brasileiro. O Ministério da Saúde, em parceria ao Ministério da Educação, tem a responsabilidade de promover campanhas para o devido fim, tendo em vista os crescentes problemas relacionados à cibercondria, permitindo assim, o desenvolvimento saudável de uso à tecnologia e suas ferramentas.