Cibercondria: a doença da era digital

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    A ascensão da internet ocasionou incontáveis mudanças à sociedade atual, através do contato instantâneo com a informação. Com isso, para muitos, a busca por diagnóstico médico se tornou ultrapassada e a internet primordial na determinação de doenças e compra de medicamentos. Entretanto, o uso inconsciente da ferramenta pode induzir o indivíduo ao erro, pela crença falha em possuir determinada doença. 
           À priori, em séculos atrás, a hipocondria era amplamente difundida. Ela se caracteriza na infundada convicção de estar com uma doença grave, sendo apresentada na criação do "Emplasto Brás Cubas" do livro " Memórias Póstumas de Brás Cubas". Atualmente, se faz presente a partir da era digital, que além de induzir indivíduos ao consumo de grande quantidade de medicamento pela busca idealizada da própria imagem, facilita o contato a demasiados medicamentos. 
         Com isso, muitos, psicologimente, ao pensarem estar doentes e usarem fármacos exageradamente sem prescrição médica, como analgésicos, acabam desenvolvendo doenças reais. Como ilustração, além da obsessão pelo próprio estado de saúde, a ansiedade crônica. Esta, pode desencadear o isolamento social, como também impasses no próprio organismo de outrem. 
          Portanto, apesar do progresso tecnológico da internet, impasses de seu uso associado à auto-mendicância não podem ser negligenciados. Por isso, no Brasil, se faz necessário que o governo em parceria com o Sistema Único de Saúde(SUS) proponha campanhas em hospitais. Isso, a partir de palestras com profissionais capacitados que especifiquem a importância da consulta ao médico para delimitado diagnóstico e prescrição de fármacos para uso consciente. Além disso, a mídia deve propor campanhas que conscientizem grande parte da população para cautela na auto-medicância e diagnósticos "online", visando mitigar a hipocondria digital.