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Enviada em: 01/04/2019

Na Constituição Federal de 1988, é assegurado o direito a uma educação de qualidade a todos, independente do gênero, raça ou condição financeira. Contudo, esse sistema é falho, devido ao fato de que cada grupo necessita de uma assistência diferenciada, pois nem todos possuem uma mesma oportunidade à educação. Dessa forma, a Lei das Cotas foi implementada com o intuito de reduzir as desigualdades sociais e democratizar o ensino superior no Brasil, a fim de construir uma sociedade mais justa e igualitária.       A priori, é importante ressaltar o que levou ao sistema de cotas ser tão necessário atualmente no Brasil. A promulgação da Lei Áurea, em 1888, promoveu a libertação dos escravos brasileiros, os quais tentaram procurar melhores condições de vida nas grandes cidades, não obtendo sucesso devido aos preconceitos da sociedade da época, que tendiam a marginalizá-los. Sendo assim, tal exclusão social dos negros acarretou em grandes abismos sociais, que tentam ser amenizados com o sistema de cotas, algo bastante eficiente para diminuir tais disparidades, ao promover uma maior integração dos negros ao ensino superior.       Além disso, a Lei das Cotas também tem como objetivo amenizar as desigualdades de oportunidade que os alunos de escolas públicas possuem, ao oferecer 50% das vagas das universidades aos mesmos. De acordo com Aristóteles, "as raízes da educação são amargas, mas o fruto é doce". Portanto, a implementação das cotas para os alunos das redes públicas gera bastante divergência de pensamentos, com muitos afirmando que a inserção de alunos não preparados às universidades fere a meritocracia. Entretanto, tal medida se faz bastante necessária, pois facilita o acesso dos alunos vindos de escolas públicas às universidades públicas, democratizando o ensino superior, algo que reduzirá, paulatinamente, as desigualdades sociais.       Logo, faz-se necessário que a Escola promova a formação de cidadãos que entendam a necessidade das cotas na sociedade brasileira, por intermédio de palestras e debates a respeito desse tema, a fim de diminuir os preconceitos acerca dessa inclusão. Ademais, também é interessante que o Estado proporcione uma maior e melhor integração de grupos desfavorecidos da sociedade à educação, por meio da criação de leis que intensifiquem as políticas afirmativas, para que, dessa forma, possa nascer, aos poucos, uma sociedade mais igualitária.