Envie sua redação para correção
    Desde os primórdios da colonização, há o problema da desigualdade de distribuição de terras no Brasil. Atualmente, esse cenário pouco mudou. Além disso, o aumento da industrialização e da urbanização nas grandes metrópoles agravou ainda mais a questão. Sendo assim, solucionar o déficit habitacional brasileiro é um dos principais desafios contemporâneos.
     É importante ressaltar a perpetuação histórica da desigualdade de terras no Brasil. Pois, no início da colonização, o país foi dividido em 14 capitanias hereditárias, concentrando as terras para poucos proprietários. Na atualidade, houve poucas mudanças nesse contexto. Já que poucos latifundiários ficam com áreas extensas. Conforme o INCRA (instituto nacional de colonização e reforma agrária) cerca de 50% das propriedades são latifúndios, o que demonstra a concentração de terras no país. Enquanto grande parte da população sofre com os aluguéis exorbitantes ou com a falta de moradia.
     Ademais, o impasse foi ainda mais agravado com a urbanização nas grandes cidades. Em virtude da centralização da oferta de trabalho e serviços em algumas regiões, houve um grande aumento do valor para residir próximo a esses locais, causando a segregação socioespacial. Ou seja, a classe de menor poder aquisitivo precisa residir cada vez mais longe dos centros urbanos, muitas vezes em favelas e situações precárias. Por outro lado, nessas regiões centrais existem imóveis vazios que são utilizados para especulação imobiliária, gerando uma série de manifestações por movimentos que reivindicam o direito a habitação.
     Logo, medidas são necessárias para solucionar o impasse. É preciso que o Ministério das cidades faça uma campanha de fiscalização e aplicação de multas para as propriedades que não possuam função social, destinando o valor arrecadado para o aumento das construções e financiamento de habitações populares. Também é importante que o Estado conceda incentivos fiscais as empresas que descentralizem sua oferta de empregos e serviços. Para assim, propiciar uma cidade acessível e menos desigual.