Déficit habitacional no Brasil

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    As raízes da questão do déficit habitacional no Brasil 
         Ao analisar o déficit habitacional no Brasil, percebe-se que este não é um problema atual. Desde o princípio da intensa urbanização brasileira no início do século XX, ele se fez presente nas grandes metrópoles emergentes, de forma que, é neste recorte histórico, juntamente com o processo de industrialização no país, onde surgem as principais raízes do problema, o qual nenhuma administração política, ainda, foi capaz de solucionar.
         De fato, quando a produção industrial brasileira começou, ela se tornou um fator bastante atrativo para a população ávida por melhorar seu padrão de vida. Contudo, as cidades recém-industrializadas não estavam preparadas estruturalmente para receber um grande contingente populacional, uma vez que não houve um projeto urbanístico prévio de locação dos habitantes. Consequentemente, a urbanização surgiu forçadamente nesses lugares e sem planejamento, o que fez com que muitas famílias, desde então, se acomodassem de forma indevida e precária.
         No entanto, o caos urbano do século passado só não foi solucionado, ainda, pela ineficiência dos órgãos públicos de intervir com ações realmente eficazes. Até mesmo o Programa Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 pelo governo, não resolveu o entrave por completo. Percebe-se isto porque ainda se somam, em média, 5 milhões de brasileiros sem moradia, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 
        Ademais, a industrialização do país, nascida centralizada no Sudeste, permanece fortemente polarizada, por falta de incentivos fiscais do Estado para a instalação de polos fabris noutras regiões. Por conseguinte, agrava o déficit habitacional, já que ela continua atraindo pessoas sem que as metrópoles possam acomodá-las devidamente. Em outras palavras, é desproporcional o número de migrações para as grandes cidades e o planejamento urbano capaz de absorver o aglomerado populacional.  
         Portanto, a fim de modificar este cenário, é com urgência que o Governo Federal assuma uma postura de comprometimento e garanta a moradia para os brasileiros. Logo, devem liberar incentivos fiscais para descentralizar as fábricas do país e diminuir o inchaço urbano. Além disso, o Ministério das Cidades pode investir em projetos nos quais arquitetos possam elaborar casas sustentáveis à baixo custo, as quais parte delas possam ser entregues a população paupérrima e outra parte seja oferecida à aluguel baixo para à de baixa renda. Com essas medidas, as raízes do problema habitacional poderão , por fim, ser solucionadas.