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    A penúria da questão
        Durante o século XIX, com o aumento da modernização e os adventos do meio técnico científico na sociedade, postergou-se a preocupação em torno das questões habitacionais no Brasil. Logo, os problemas sociais tornaram-se relativamente “pequenos”, se comparados aos efeitos que a globalização produz. No entanto, a partir deste momento, o foco deveria ser voltado para o contingente habitacional. 
      Mesmo que pequenos, estes problemas sociais, tais como o déficit de habitações, são a amostra da falta de cooperativismo na sociedade atual. Pois tal problema, traz um enorme desequilíbrio relacionado à sociabilidade de moradores em condições degradantes. Com isso, a sociedade torna-se cada vez mais individualista, fazendo da hipocrisia um mero fato social, visto que se tornou comum naturalizar pessoas vivendo nas ruas ou em condições insalubres, como por exemplo, o acidente ocorrido ainda neste ano, no edifício Wilton Paes, onde centenas de moradores ficaram desalojados após o ocorrido. 
       O filósofo Friedrich Engels reflete sobre a questão, trazendo à tona uma força motriz paradoxal onde afirma: a deficiência habitacional não estaria relacionada ao aumento brusco de aluguéis ou Êxodo Rural, a crise situa-se pelo modo de produção capitalista, atingindo também a pequena burguesia. Sabe-se, no entanto, que boa parte dos problemas pertencem às práticas globalistas e da cultura organizacional do país. 
       Recai sobre o ser humano, portanto, o compromisso de administrar com consciência as mudanças do mundo globalizado, aderindo a projetos como parques de habitação social, que existem aos poucos na região paulista. Faz-se necessário também, a criação de ONGs em parceria com o governo para dar maior enfoque na questão. Ademais, a inclusão de debates e palestras no meio escolar à fim de ressaltar a importância da moradia, e dessa forma, a sociedade passará a ser mais coletiva e igualitária.