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    Em sua obra "o Cortiço", Aluísio Azevedo, no século XIX, já trazia à tona o problema da moradia no Brasil,retratando a desordem dos cortiços e a situação precária a qual suas personagens eram submetidas. No entanto, apesar de ser uma ficção do século retrasado, a realidade retratada persiste, nos dias atuais, no Brasil. Dessa forma, ainda hoje, pessoas vivem à margem da sociedade em ambientes insalubres e de difícil acesso.
         É importante destacar, antes de tudo, que há um número grande de cidadãos em moradias precárias. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, no país, há um déficit habitacional de 7,7 milhões de residências, dado o qual reflete na busca desses brasileiros por qualquer lugar que os sirva de abrigo. E, por, muitas vezes, não se preocuparem com as condições de saneamento básico do local, tornam-se propensos a doenças provenientes da insalubridade, impactando em sua saúde.
           Além disso, nota-se que o Poder Público omite-se da questão do cumprimento das leis. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito à moradias dignas, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação. Ou seja, muitos artigos reconhecem a igualdade sem distinções, porém, essa não é a realidade no Brasil, pois os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que lamentavelmente, o problema habitacional afete 68% da sociedade brasileira, segundo o jornal "O Globo".
          Portanto, medidas são necessária para resolve o impasse.  Diante dos fatos supracitados, o impasse é historicamente afetado pela sociedade e Estado. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Justiça, deve implementar projetos de habitações que permitam o acesso igualitário à moradia, esses devem ser aplicados por meio da construção de novos conjuntos de casas, com a fiscalização dos subsídios aplicados, a fim de diminuir o déficit de habitação. Como já disse Marthin Luther Kinh:  "A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar."