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    Em sua obra "o Cortiço", Aluísio Azevedo, no século XIX, já trazia à tona o problema da moradia no Brasil,retratando a desordem dos cortiços e a situação precária a qual suas personagens eram submetidas. No entanto, apesar de ser uma ficção do século retrasado, a realidade retratada persiste, nos dias atuais, no Brasil. Dessa forma, ainda hoje, pessoas vivem à margem da sociedade em ambientes insalubres e de difícil acesso.
    É importante destacar, antes de tudo, que há um número grande de cidadãos em moradias precárias. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, no país, há um déficit habitacional de 7,7 milhões de residências, dado o qual reflete na busca desses brasileiros por qualquer lugar que os sirva de abrigo. E, por, muitas vezes, não se preocuparem com as condições de saneamento básico do local, tornam-se propensos a doenças provenientes da insalubridade, impactando em sua saúde.
    Convém analisar, além disso, o efeito que a habitação irregular tem na sociedade. A informalidade das favelas -- que, por vez, não apresenta sequer nome de ruas -- dificulta o acesso de seus moradores a serviços sociais como cadastramento no SUS, nas vagas de emprego e em políticas afirmativas do Governo Federal. Dessa forma, reforçando a exclusão social.
    Fica evidente, portanto, a marginalização de uma parcela da população brasileira. Diante disso, para atenuar a problemática, o Governo de começar garantindo moradia digna para essas pessoas, como é legitimado na Constituição Federal de 1988. Para isso, medidas como financiamento habitacional para os indivíduos de baixa renda  e doação de lotes construídos pelo Estado aos que não tem renda irão reduzir o déficit habitacional e garantir o direito à moradia. Só assim, a obra de Aluízio Azevedo não mais refletirá a realidade de anos vigente no Brasil.