Déficit habitacional no Brasil

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    A posse de Rodrigues Alves a presidência do Brasil, período da República Velha, era focado na reconstrução do Rio de Janeiro, com o intuito de transforma-la na nova cidade luz do mundo. Dessa forma, praças e ruas esplendidas deveriam ser construídas. Para tal acontecimento ganhar destaque, casarões e cortiços tiveram que ser derrubados, deixando a mercê milhares de brasileiros sem auxílio moradia. Após décadas, o cenário habitacional não mudou, favelas crescem a margem da paisagem brasileira e carregam consigo o escasso saneamento. Diante do exposto, não há dúvidas de que o combate a crise habitacional é um desafio árduo a ser enfrentado e este encontra gênese na urbanização desenfreada, a qual gera drásticas consequências.
      É notório pontuar que a urbanização desenfreada tem a sua causa na exacerbada migração popular, que cresce em uma progressão geométrica. No entanto,o espaço não se faz suficiente para integrar tantas identidades em busca do sonho de vida. Dessa forma, há o avanço da favelização, isto é, espaços que não são promissos a moradia mas acabam sendo ocupados por famílias. Exemplo dessa problemática está na obra O Cortiço de Aluísio de Azevedo, que representa indivíduos em um cortiço  não adequado para moradia e acabam sendo animalizados pelo autor, ou seja, demonstra ser uma situação infeliz, a qual nenhum ser humano deve vivenciar.
      É indispensável salientar que a crise habitacional gera consequências , e estes possuem o seu reflexo na salubridade do âmbito. Visto que, por estarem em locais que o Governo não reconhece como locais de acomodação , por serem zonas de riscos, assim o saneamento básico, como rede de esgoto, água e energia elétrica, não chegam ao alcance dessas identidades desoladas. Mesmo com a Constituição Federal de 1988 afirmando que todos devem usufruir de uma vida de qualidade.
      Conforme os argumentos supracitados, para que a crise habitacional tenha suas raízes arrancadas, é necessário que o Governo Federal  regularize as regiões não identificadas como de moradia, através de investimentos, os quais serão direcionados para o saneamento básico, com o intuito de dar dignidade para as famílias. Além disso, também é necessário que a Caixa Econômica (CAIXA) em conjunto com o Governo Federal ampliem a política afirmativa Minha Casa Minha Vida, através de 25% a mais de vagas para o acesso ao benefício, os quais darão preferência para as pessoas que moram em áreas de risco. Tudo com a finalidade de retirar os beneficiados da marginalidade.