Déficit habitacional no Brasil

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    Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, quando se observa o déficit habitacional no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, uma vez que o IBGE , instituto brasileiro de geografia e estatística , relata que aproximadamente 33 milhões de pessoas não possuem residencia ou moradia adequada.
    A priori,Émile Durkheim denomina "anomia" algo na sociedade que não funciona de maneira harmônica, devido à ausência de regras comumente admitidas.Analogamente, pode-se afirmar que,referente à moradia, o Brasil vivencia uma espécie de anomia,pois ,ainda que imperante o princípio da isonomia no artigo 5 da Constituição e outras diversas leis que garantem a moradia como direito fundamental ,assim como,uma condição de vida digna, os numerosos casos de habitação inadequada mostram que a sociedade não tem desfrutado plenamente desses direitos.
    Concomitantemente, no período da politica do cafe com leite, o presidente Rodrigues Alves ,investiu principalmente na urbanização da capital do país,que até então era o Estado do Rio de Janeiro.Em virtude disso,grandes alojações que se localizava no centro da cidade,foram retiradas e a população foi obrigada a migrar para os subúrbios.Nesse contexto, configura-se na contemporaneidade, o reflexo dessa segregação socioespacial, a qualidade de vida em termos de saúde e educação, diferencia-se para aqueles que vivem em regiões periféricas.Além disso,a população que reside nessa área , torna-se mais vulnerável à doenças e acidentes devido à moradias inadequadas.
    Somado a isso, em sua obra o Cortiço ,o autor Aluísio Azevedo, no século XIX, já trazia à tona problemas da moradia no Brasil,retratando a desordem dos cortiços e a situação precária a qual seus personagens eram submetidos.No entanto,apesar de ser uma ficção do século retrasado, a realidade persiste nos dias atuais.Dessa forma,ainda encontra-se pessoas que vivem à margem da sociedade em ambientes insalubres e de difícil acesso.
    Destarte, em vista dos argumentos expostos, é fundamental que o Governo juntamente com a Secretaria Nacional de Habitação, para promover a erradicação do problema, invista em politicas públicas que visem inserção de programas que garanta a habitação digna como direito de todos.Ainda ao mesmo órgão em conjunto com as instituições escolares, desenvolver debates como meio de desestruturar conceitos discriminatórios contra aqueles que moram em zonas suburbanas.Assim, alcançar-se-à um Brasil mais coerente com a filosofia das luzes.