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    Com o acentuado crescimento das metrópoles brasileiras no século XIX, ocorreu-se o fenômeno do êxodo rural. Milhares de trabalhadores saíram do campo em busca de trabalho nas industrias. Essa grande massa de pessoas tiveram de se abrigar em algum local das cidades, mesmo que em condições extremamente precárias, o que levou a muitos viverem sem algum local para se residir. Essa falta de moradia se reflete nos dias atuais, uma vez que inúmeros brasileiros estão incapacitados de obter moradia não só em função da crise financeira vigente no país, mas também pela alta desigualdade social existente.
         No atual estado em que o Brasil se encontra se tornou um verdadeiro desafio conseguir algum bom financiamento ou um auxílio governamental para a obtenção de uma residência. Esse impasse faz com que muitas pessoas de baixa renda tenham de se alojar em locais como favelas, de modo que fiquem expostas a um péssimo saneamento básico e a um conforto limitado.
         Nesse sentido, diversos cidadãos sofrem com o déficit habitacional pelo fato de estarem sujeitos a uma elevada desigualdade social. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) o Brasil possui um dos maiores Índice de Gini do mundo, que é um indicador de desigualdade social. Essa elevada concentração de riqueza tem como consequência um desequilíbrio tanto da renda como também do poder aquisitivo do brasileiro.
         O déficit habitacional, portanto, nada mais é do que um fruto da falta de planejamento urbano e de oportunidades para com os brasileiros Se faz necessário que o Estado promova um aumento de impostos voltados para as classes mais altas, fazendo com que haja mais recursos financeiros para serem investidos em fundos, financiamentos e auxílio moradia, proporcionando condições de vida adequadas a todas as famílias.