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    Na obra naturalista "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, a péssima condição de vida dos moradores dos cortiços é evidenciada. De maneira análoga, a realidade habitacional brasileira é precária, uma vez que o déficit habitacional é realidade para mais de 7,78 milhões de famílias. Destarte, é evidente que a falta de atenção do Estado à questão é fator imprescindível para tal ocorrência na contemporaneidade. 
          Em primeira instância, convém enfatizar que o processo de marginalização no Brasil tem raízes no século XX. Isto se deu devido ao processo de informatização do campo. Assim, os trabalhadores rurais viram-se obrigados a estabelecer-se em áreas marginalizadas dos grandes centros em busca de melhores condições de vida. No entanto, a falta de serviços básicos, como rede de esgoto e distribuição de água, ressaltavam o caráter impróprio das moradias nas quais se estabeleciam.
             Ademais, fica claro que o déficit habitacional se agravou na última década. Segundo levantamento realizado pela Abrainc, em parceria com a FGV, o déficit apresentou crescimento de cerca de 7% em apenas dez anos, atingindo 7,78 milhões de famílias. Isto evidencia a necessidade de melhorias nas áreas marginalizadas, que, além de não possuírem condições de moradia adequadas, não possuem acesso direto à outros direitos imprescindíveis, como saúde e educação, exclusivos às áreas centrais da cidade.
           Neste sentido, em busca da inversão deste cenário, o Governo Federal deve garantir o acesso da população marginalizada ao saneamento básico por meio de obras de infraestrutura. Além disso, deve também estabelecer a construção e reforma de unidades básicas de saúde e escolas em áreas periféricas. Deste modo, a realidade se afastará da descrição naturalista da obra "O cortiço" e a população marginalizada será melhor atendida.