Déficit habitacional no Brasil

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    Consequências da irresponsabilidade
          No começo do século XX, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, tinha o intuito de atribuir características mais modernas à cidade visando a melhoria das condições de higiene e a reforma urbana. Para isso, determinou a demolição dos cortiços, fazendo com que boa parte da população de deslocasse da região central da capital do Brasil para as periferias. Nesse contexto, ainda nos dias atuais, a maioria dos cidadãos ainda vivem em lugares inapropriados e sem qualquer auxílio do governo.
          Em primeira instância, cabe mencionar que o direito à moradia é garantido pela Constituição de 1988. No entanto, o Brasil tem um déficit habitacional de 7 milhões de moradias, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As famílias que mais sofrem são aquelas que dispõem de baixo poder aquisitivo, e com isso, não conseguem adquirir a casa própria e nem pagar aluguel. Assim, passaram a procurar lugares com menor valor de mercado, como por exemplo, em favelas e em morros.
          Além disso, programas tais como o Minha casa minha vida não são suficientes para reduzir o déficit habitacional. Os conjuntos domiciliares são construídos muito distantes dos centros, com pouco acesso a empregos e serviços públicos. Vale ressaltar também que esses projetos não conseguem atender a todos, deixando os mais necessitados de lado.
          Entende-se, portanto, que a falta de planejamento governamental desde o início da modernização do Rio de Janeiro persiste ainda na contemporaneidade. Dessa forma, é preciso que o Poder Público contorne a crise econômica, a fim de gerar mais empregos e diminuir o preço do aluguel. De forma conjunta, é necessário haver campanhas que conscientizem as pessoas do quão perigoso é construir casas em morros e encostas. Assegurando assim o cumprimento da Constituição.