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    De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à moradia e bem-estar. Contudo, a precariedade habitacional, a qual está sujeita a maior parte da população brasileira, infringe esses direitos básicos. Nesse contextos, as dificuldades financeiras deixam grupos inteiros carentes de uma vida digna, submetendo-os as mais precárias condições habitacionais.
          Primeiramente, segundo a Oxfam, 5% da população - os mais ricos - recebe, por mês, o mesmo que os demais 95% juntos. Diantes disso,  indiscutivelmente, tamanha desigualdade há de afetar diretamente o déficit habitacional brasileiro. Por conseguinte, há de se notar que as famílias viventes em meio à pobreza sofrem com a mais variada sucessão de dificuldades, que comumente iniciam-se devido à frágil condição de moradia.
    
          Nesse viés, a obra "Capitães da Areia", escrita por Jorge Amado, retrata as tribulações pelas quais um grupo de jovens passa, crescendo em meio à carência de habitação digna. Por esse ângulo, assim como no livro, as favelas apresentam situações humilhantes para o trabalhador que lá se encontra. Ademais, a falta de saneamento básico, postos de saúde na região e sistema viário acarretam diretamente em situações de exclusão social para com esta parcela da população.
    
          Sendo assim, é indispensável a busca por soluções domiciliares. Logo, cabe aos órgãos governamentais, em parceria com a iniciativa privada, criar projetos para melhoria das condições nas periferias, além de intensificar os programas já existentes, como o Minha Casa, Minha Vida. Ademais, cabe a mídia e a sociedade como um todo incentivar ações como palestras e campanhas que ensinem sobre estes programas, muitas vezes desconhecidos por quem mais precisa. Dessa forma, aos poucos ver-se-á melhoras significativas no déficit habitacional do Brasil.