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    No século XVIII, após a Revolução Industrial, ocorreu uma elevada migração do campo para a cidade, cujo objetivo era a conquista de um emprego. Entretanto, com o inchaço urbano as pessoas tinham que se adaptar em moradias precárias. Hodiernamente, no Brasil, no que se refere ao déficit habitacional, cabe analisar que essa problemática possui como causa a desigualdade social que resulta em uma baixa qualidade de vida para essa população.
     A priori, vale ressaltar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante moradia para todos os cidadãos. Todavia, essa máxima não se aplica na prática, visto que, segundo o IBGE, mais de 6 milhões de brasileiros vivem em situações precárias. Certamente, isso ocorre devido a desigualdade social enfrentada por boa parte da população, uma vez que, segundo o IBGE, 50% da sociedade recebem menos de um salário mínimo. Consequentemente, essas pessoas não possuem condições financeiras para garantir uma boa moradia. 
     Somado a isso, devido a precariedade das habitações, os menos favorecidos apresentam uma baixa expectativa de vida. A título de ilustração, vale citar o documentário " Não repara a bagunça", que retrata a vida de pessoas que moram em barracos próximos de rios sujos sendo expostas a doenças, como por exemplo a leptospirose, que de acordo com a biologia é transmitida através da água contaminada com a urina do rato. 
     Destarte, para atenuar os efeitos dessa problemática, o Tribunal de Contas da União, órgão responsável pela execução financeira do país, deve direcionar capital para os Estados, com o fito de ser investido em construção de moradias para famílias que recebem menos de um salário mínimo, objetivando a aplicação da Declaração Universal. Ademais, os profissionais da saúde, médicos e enfermeiros, com o auxílio de transportes disponibilizados pela prefeitura, devem fazer visitas mensais às famílias que vivem mais afastadas de postos de saúde para garantir uma boa qualidade de vida para essa população.