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    Novo lar 
     O filósofo Zygmunt Bauman, diz que a falta de solidez nas ligações políticas, econômicas e sociais é fruto da modernidade líquida. Nesse sentido, a falta de política protecionista, gera o déficit habitacional associada a desigualdade. Desse modo, é preciso mudar esse cenário crônico no Brasil. 
     Tanto na Constituição Brasileira quanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que a moradia é um direito fundamental do cidadão. Mas essa não é a realidade de milhares de indivíduos que moram em cortiços, comunidades ou divide uma mesma casa com excesso de pessoas sem condições básicas (água potável e rede de esgoto). Enquanto governantes ficarem de braços cruzados esse fato irá declinar. 
      No entanto, entre as adversidades sociais relacionadas à falta de moradia estão a exclusão social, o desemprego e a violência. Na maioria das áreas menos privilegiadas, como periferias, aglomerados e vilas, traficantes aproveitam a ausência do Estado para criar facções criminosas que cooptam e coagem as comunidades. Em contrapartida, os bairros nobres apresentam ótima infraestrutura. Isto deve-se ao fato da distribuição desigual de renda. 
     Fica evidente, portanto, que o país ainda tem um desafio a superar quando trata-se da falta habitacional. Cabe a instância federal e estadual resolver a situação da precariedade e da irregularidade fundiária e urbanística, principalmente dos menos favorecidos. Assim como aumentar vagas em concursos, empregos para o povo conquistar seu lar através de uma renda. Por sua vez, o governo deve fazer um acordo com as imobiliárias, como troca de isenção fiscal, a fim de reduzir os juros dos imóveis comprados a prestações para que todos consigam conquistar o seu. Feito isso, será possível ter, de fato, um país melhor.