Déficit habitacional no Brasil

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    O Brasil sofreu um processo de modernização periférica onde foi tudo muito rápido e sem qualidade, isso junto aos baixos padrões de investimento governamental em infraestruturas básicas para a população, baixos salários e êxodo rural muito acelerado fizeram as cidades crescerem com problemas, como o déficit habitacional que é o número de famílias em condições de moradia precárias. 
          Tanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto a Constituição brasileira reconhecem que moradia é um direito fundamental do cidadão, mas essa não é a realidade. O déficit urbano vem aumentando com a crise, são cerca de seis de milhões de domicílios e 90% desse total são de baixa renda, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), além dos investimentos que também caíram, entre 2013 e 2015 houve uma redução na produção de novas casas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
           O país possui uma constituição frouxa que permite o acúmulo de muitas propriedades nas mãos de poucos, consequentemente a moradia regular torna-se cara o suficiente para ser inacessível aos mais pobres. Uma reação em cadeia que faz com que os mais necessitados sofram também exclusão social, desemprego e violência. 
          Desse modo medidas precisam ser tomadas. É preciso que a União reforce o subsídio para a construção de moradias e as prefeituras disponibilizem agentes para verificar se o dinheiro esta sendo aplicado devidamente. Além disso, a criação de uma Proposta de Emenda Constitucional visando o combate ao acúmulo de propriedades e investir em áreas periféricas para que as condições de vida da população melhorem.