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    Na primeira revolução industrial, moradores de áreas rurais começaram a se deslocar para as cidades em busca de trabalho. No entanto, as condições de trabalho e o salário eram precários, logo, comprar um casa era ilusório. Assim, começaram a surgir as habitações precárias e estas continuam existindo no mundo pós moderno e se espalharam por vários locais. É notório que esse déficit habitacional é presente no Brasil e tem raízes na concentração de terras e na especulação imobiliária.
       De fato, o déficit habitacional tem aumentado devido a concentração de terras. Essa realidade surgiu quando a doação de terras foi substituída pela venda das mesmas no Brasil Império, por volta de 1850. Dessa forma, a grande maioria dos terrenos está em posse de poucas pessoas, privando assim, muitas pessoas de possuírem uma habitação adequada ou até mesmo não possuir nenhuma moradia. Prova disso, é que em 2016 ocorreu um aumento da concentração em 2,5% nas propriedades privadas.
       Ademais, outro fator que está atrelado a carência habitacional é a especulação imobiliária. Essa é responsável por avaliar os imóveis e quando estes estão em locais com potencial para o aumento da urbanização o valor cobrado é muito maior do que o imóvel vale. Logo, pessoas de baixa renda - sem outra opção -  acabam morando em favelas ou até mesmo na rua e vivendo em condições precárias, como falta de saneamento básico, postos de saúde, água e luz. De acordo com o IBGE, cerca de 6% da população vivem em moradias inadequadas no Brasil.
       Em síntese, o déficit habitacional é presente e preocupante. Assim, para melhorar essa situação, o governo em parceria com empresas privadas precisa propiciar a instalação de serviços básicos (água, esgoto, saúde, energia elétrica) nas favelas para fornecer uma melhor condição de vida para essas pessoas. Além disso, o Ministério da Cidade pode reduzir custos de financiamento para compradores e desenvolvedores, tornando os valores de compra e aluguel mais viáveis para as famílias de baixa e média renda e assim, assegurar o direito a moradia.