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    Em toda a parte do mundo aconteceu a revolução industrial, e com ela o crescimento das grandes cidades. No brasil, a desorganização começou com as construções de cidades ao redor das grandes fábricas, o que foi intensificado pelo êxodo rural e a falta de políticas públicas.
          Com efeito, as metrópoles brasileiras ficaram inchadas, e em pouco tempo as condições de renda e emprego para os habitantes dessas cidades apresentaram-se em patamares muito abaixo. De modo que surge o processo de favelização, expressão mais acentuada dos problemas de moradia no Brasil, formada por pessoas sem condições sociais que erguem suas casas em áreas de risco ou sem dispor de serviços públicos básicos.
          Além disso, o país passa, hoje, por uma recessão grande no setor de construção civil, o que levou a um encolhimento dos investimentos públicos em programas desta natureza. Com isso, o gasto excessivo com aluguel tem aumentado, - segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios(Pnad) - em 2015, cerca de 30% dos lares estão com comprometimento da renda familiar.
          Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 11 milhões de habitantes no país vivem em moradias inadequadas, como favelas e invasões, o que equivale 6% da população. Ainda segundo o mesmo órgão, apenas 52,5% das residências apresentam - se como moradias totalmente adequadas: com abastecimento de água, esgoto, coleta de lixo e até duas pessoas por dormitório.
          Logo, é preciso reforçar os subsídios da própria política urbana e fomentar o crescimento no setor de construção civil, com acesso à infraestrutura e trabalho, coordenando as ações entre as prefeituras, governos estaduais e a união. Além disso, para reduzir as contradições sociais é preciso promover no país uma melhor distribuição de renda e a garantia dos direitos da população carente.