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    Déficit habitacional: refere-se à quantidade de pessoas que vivem sem moradia ou, quando a possuem, esta tem condições precárias. Só em 2008, o número de brasileiros nessa situação era de 5,8 milhões, sendo a maioria de baixa renda, segundo dados do site R7. Esse grave problema é resultado, principalmente, de questões históricas, sociais e da má gestão da verba pública.
      Desde o início da colonização brasileira a concentração fundiária foi estimulada, contexto no qual a posse de muitas terras por uma só pessoa a fazia ter um nome de prestígio social. Evidentemente, essa má distribuição colonial ainda faz parte da realidade do país, sendo um dos motivos pelo qual ainda existe tal déficit habitacional. Agravando a situação, muitas vezes, os proprietários das terras ao menos as utilizam, o que gera muitos conflitos entre esses e os chamados "sem terra".
     Além da permanência histórica dessa concentração fundiária, a especulação imobiliária é outro fator determinante para a ocorrência de moradias precárias. Isso porque, áreas que recebem investimentos públicos ou privados em infraestrutura como saneamento, iluminação e arborização, passam a ser mais valorizadas financeiramente, o que obriga a população mais pobre a migrar para áreas periféricas e impróprias.
      Dentro de todo esse contexto de segregação social, o governo apresenta à população apenas medidas paliativas e insuficientes. Corroborando a ideia, de 2007 à 2012, o índice de déficit habitacional no Brasil caiu apenas 2%, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostrando, por exemplo, que a construção de casas populares pelo governo está longe de ser suficiente.
       Em suma, fica evidente que medidas devem ser tomadas para, no mínimo, amenizar o problema. Nesse sentido, é essencial que haja uma reforma agrária, arquitetada pelo Ministério da Agricultura, com o intuito de desapropriar, de fato, as terras sem uso de pessoas que as concentram e redistribui-las entre outras que ainda não tenham moradia.