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    Os aglomerados subnormais são comuns nas grandes cidades brasileiras, sendo um espelho da má administração dos governantes. As pessoas que vivem nesses locais são obrigadas a suportar condições degradantes como, por exemplo, a falta de segurança e saneamento básico e a violência. O déficit habitacional no Brasil diminui gradativamente, porém isso não significa que a situação foi resolvida, pois mesmo ao conseguir uma moradia própria, muitos não conseguem arcar com as despesas dessa.
                 Antes do surgimento das favelas, eram comuns os cortiços e pensões para trabalhadores, pois essas habitações eram perto dos locais de trabalho. Mais tarde, devido a exigências de melhoria estética nos centros das cidades - onde estavam instalados os cortiços e pensões - e com o êxodo rural intenso, o Governo decidiu demolir essas moradias, gerando também um aumento no valor dos imó- veis. Desse modo, os trabalhadores que não tinham condições financeiras favoráveis tiveram que pro- curar domicílios mais baratos, se realocando para as periferias da cidade, formando assim, as favelas.  
           Isso causou os problemas atuais que os administradores públicos tentam combater. As co- munidades sofrem um enorme preconceito social e são marginalizadas, vistas como moradas de ladrões, assassinos e traficantes. Um exemplo disso, são as recentes ocupações das Forças Armadas nas favelas cariocas, para combater a crescente violência no município. A falta de infraestrutura e acesso aos serviços básicos como escolas, postos de saúde, transportes públicos e segurança, deixam os cidadãos expostos a influências de pessoas maldosas e facilitam o contato com a criminalidade.                 Maiores dificuldades para quem tem baixo poder aquisitivo também é a instalação desses indivíduos em terrenos irregulares como encostas de morros, que no período de chuvas sofre com deslizamentos e consequente destruição das casas e, muitas vezes, mortes de pessoas soterradas. Alguns programas habitacionais para resolver esse cenário foram criados, como o "Minha Casa, minha vida" que busca financiar imóveis para famílias de baixa renda, diminuindo o déficit habitacional brasileiro.
                   Para uma redução desse déficit são necessários maciços investimentos do Estado nas áreas "favelizadas"; levando educação de qualidade para que os moradores tenham oportunidades melhores de empregos e salários no futuro. É preciso que os valores de aluguéis, taxas e impostos sobre propriedade reduzam para que os brasileiros consigam manter suas moradias, ou então um possível aumento no salário mínimo da população e mais ofertas de trabalho, pois 30% da renda familiar é destinada aos gastos com habitação, desse modo grande parte do povo decide pelo ilegal.