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    O processo de urbanização das  está diretamente relacionado ao problema habitacional no Brasil. No livro O Cortiço, de Aloísio de Azevedo, pode-se observar a maneira desgovernada e desorganizada do crescimento das cidades brasileiras.
    Com o êxodo rural e a crescente migração para as cidades, os centros urbanos começaram a crescer, e com ele, o processo de gentrificação. As populações mais pobres saíram das regiões centrais para as periferias. Foram afastadas da infra estrutura e das oportunidades culturais, de saúde, educacionais e sociais que os centros urbanos oferecem.
    Na tentativa de acabar com o déficit habitacional no Brasil, foram criadas políticas estaduais, municipais e  nacionais para alocar as pessoas que moram em lugares sem planejamento adequado. Um programa nacional crescente nos últimos ano é o  Minha casa, minha vida, que oferece subsidio para pessoas de baixa renda na compra de um imóvel e um lugar predeterminado, também na periferia.
    Mesmo com as providencias do Estado, ainda há centenas de pessoas que moram nas ruas ou em condições precárias. Sem saneamento básico, energia ou água encanada. Em contra partida, existem nos centros das grandes capitais, milhares de imóveis desocupados com impostos atrasados e não cumprindo com sua função social, que é moradia.
    De fato, o problema habitacional no Brasil está diretamente relacionado aos problemas econômicos e sociais do país. Visto que os mais pobres são marginalizados e excluídos dos centros urbanos, mesmo quando existe espaço a ser ocupado, o que dificulta o acesso dessa parte da população a direitos fundamentais.
    É função do Estado garantir a segurança e o bem estar dos cidadãos, portanto, a medida a ser tomada é a criação de políticas que tornem viáveis moradias populares nos centros das cidades, fazendo com que a função social dos imóveis fantasmas e melhores condições educacionais, de segurança e trabalho nas periferias.