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    No início do século XX, aconteceu uma reforma no Rio de Janeiro, inspirada nos modelos das cidades industriais da Europa, por conseguinte, foi necessário demolir casarões para dar espaço as largas avenidas, deste odo, os moradores foram obrigados a mudar-se para a periferia, iniciando, assim, a favelização. Com isso, é possível observar que o déficit residencial no Brasil é um problema histórico, no qual nunca houve preocupação governamental para tal especificidade, levando às pessoas a erguer casas improvisadas, com falta de segurança e conforto.
       O excesso de migrações para determinados locais, como também o êxodo rural, são algumas das causas do déficit de habitação regional. Especialmente, com a ascensão da indústria, na qual as pessoas partiam do interior rumo às metrópoles, com a esperança de obter melhores condições financeiras. No entanto, deparam-se com os baixos salários e o alto custo de vida, comprometendo grande parte da renda mensal com aluguel, ou dividindo o valor com outras pessoas, formando coabitações.
       É importante ressaltar, o iminente perigo que os habitantes que residem em domicílios precários estão sujeitos, como as doenças, por conta de infiltrações e paredes insalubres, e os riscos de morte, por deslizamentos ou desabamento, devido a má infraestrutura e a ausência de planejamento prévio para a construção da residência. Diante disso, o IBGE constata que mais de 6% da população brasileira vive o drama da aglomeração subnormal.
       Nesse contexto, o déficit habitacional no Brasil é um problema de gerações, para restabelecer tal situação, é necessário que o governo, juntamente com o Ministério do Trabalho, assegure aos trabalhadores carentes, um bônus salarial para ser destinado exclusivamente aos reparos residenciais ou aluguel. Como já dizia Pitágoras, "Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito".