Déficit habitacional no Brasil

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    Macrocefalia urbana
        O acelerado e tardio processo de urbanização do Brasil, desencadeou uma série de resultados como o colapso dos serviços urbanos, aumento do número de moradias irregulares e a expansão das favelas. Com isso, a situação econômica e o ônus excessivo com o aluguel desfavorece ,no quesito habitação, a população desvalida e dessa forma, propicia a segregação socioespacial.
         Com a crise econômica, os preços elevados dos alugueis impedem a aquisição de moradias dignas a indivíduos menos favorecidos.De acordo com o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- o deficit habitacional cresceu 10% entre os anos de 2011 e 2012 no qual, o principal componente para o indicador é o peso do aluguel no orçamento familiar que compromete 30 % de sua renda mensal.
             É válido ressaltar, também, o quadro de desigualdade social urbana.A concentração de diferentes grupos urbanos presentes em uma sociedade é marcada pela segregação socioespacial, onde quem possui maior poder aquisitivo ocupa as regiões mais centrais e com maior disponibilidade de serviços públicos, enquanto isso, os mais pobres são impelidos para bairros periféricos, e seguidas vezes acabam em moradias precárias e favelas distantes dos serviços públicos o que afeta a qualidade de vida dessas populações.
            Fica claro, portanto, a situação de deficit habitacional devido ao rápido desenvolvimento e a falta de planejamento das cidades brasileiras. Desse modo, cabe ao Estado desenvolverem políticas habitacionais com o objetivo de reforçar subsídios para a evolução da própria política urbana, com acesso a infraestrutura urbana e trabalho.