Enviada em: 22/09/2019

Dráuzio Varella em seu canal no Youtube afirma que qualquer animal tende a poupar energia para garantir sua sobrevivência no ambiente. Analogamente, é possível dizer que a evasão de alunos das universidades advém de uma tentativa dos estudantes de priorizar a sobrevivência imediata em vez de um diploma a longo prazo. A causa de tal problema se deve a uma rotina desgastante para se manter na cidade economicamente, atrelada a um baixo incentivo governamental em fornecer suporte aos universitários. Com isso, é inevitável a discussão de tais desafios para solucionar essa problemática.   Em primeiro ponto, é necessário entender que a baixa qualidade de vida dos universitários nas cidades, impacta diretamente em sua evasão das instituições. Uma pesquisa feita pelo órgao de controle de trânsito de São Paulo aponta que em média, a população passava um dia a caminho do trabalho a cada dois dias trabalhados. Comprovando que a rotina de trabalho e estudo diárias das grandes metrópoles podem desmotivar as pessoas de investirem mais tempo do seu dia com a faculdade. Além disso, os baixos salários, a queda da taxa Selic e o custo de locomoção diário, comprometem ainda mais na escolha das pessoas de buscarem atividades ativas (que trazem o mínimo de retorno financeiro imediato) em oposição às atividades passivas (estudos que representam gasto imediato).É possível concluir que os estudantes buscam poupar recursos no ambiente desgastante.    Paralelamente, é necessário observar que o estado possui uma culpa significativa em meio a tanta desistência. O corte de gastos das universidades feito pelo governo bolsonarista revela o pensamento retrógrado e subdesenvolvido do Brasil. O baixo amparo dos estudantes através de bolsas e pouco suporte na rotina diária, contribui massivamente para a evasão universitária. O corte de bolsas como as do CNPQ recentemente, podem impedir estudantes de irem a universidade por dependerem do dinheiro para locomoção. A deficiência em criar projetos e novas formas de infraestrutura no ambiente acadêmico diário, podem criar uma país futuramente mais desigual (educação apenas para elites) e uma baixa exportação de tecnologia (mantendo o país eternamente subdesenvolvido emergente). Somente quando os governantes entenderem que educação é um recurso de sobrevivência que não pode ser poupado, nos transformaremos em um país avançado e menos desigual.   Levando em conta os fatos apresentados ao longo do texto, é inevitável criar medidas para amenizar esse problema. Cabe ao Governo Federal, aumentar o numero de vagas de bolsas de auxílio nas universidades e criar leis para empresas diminuírem a carga horária de funcionários que estudam (obrigando a contratar uma certa quantidade), desta forma, os estudantes obterão recursos econômicos e logísticos para viabilizar sua sobrevivência em meio a uma rotina árdua na sociedade contemporânea....