Enviada em: 10/11/2018

Cultivando ativistas ambientais       Tragédias como a ocorrida em Mariana são mais que fatalidades, infelizmente, a maior causa é o homem estar mergulhado no sistema capitalista. Nesse sistema, o que importa é o dinheiro e o poder, e subverter a ordem do capital é necessário para que gerações futuras possam ter no horizonte mais do que a extinção. Garantir o equilíbrio entre cuidar do meio ambiente e, ainda sim, produzir riquezas é um desafio para os seres humanos, na atualidade.       Primeiramente, as políticas governamentais devem favorecer o coletivo e não os desejos escusos de grandes empresas que corrompem a máquina pública com vantagens e propinas. Uma prova de que a Mineradora Samarco participa de ações criminosas são os documentos que confirmam que a barragem precisava de uma reforma para continuar funcionando e, além disso, os réus, em agosto de 2017, conseguiram suspensão da ação criminal.       Outrossim, a sociedade deve repudiar comportamentos ilícitos e se comprometer em romper com hábitos coronelísticos de votar em candidatos por benefícios oferecidos a eles. É inegável que ocorre uma soberania da natureza em relação à espécie humana, porém, desastres como esses são irrecuperáveis para, pelo menos, as próximas décadas, o que constitui um legado problemático e de estudos para reverter tal estrago.       Além disso, a compreensão de que a escola tem função fundamental para que a história social brasileira siga outro caminho é o primeiro passo para a transformação do futuro do país. Quando um estudante entende que coexiste em um ambiente com outros animais e que suas ações podem destruir a natureza e extinguir outras espécies, ele ganha autonomia, e, normalmente, torna-se um militante nas questões ambientais.       Ao considerar que tragédias como essas são esperadas, portanto, os Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, em conjunto, devem instituir disciplinas no sistema de ensino regular que discutam as interações do homem com a natureza a fim de propagar uma cultura de não destruição. Outras ações são a responsabilidade de órgãos públicos em acolherem denúncias da população e a fiscalização para garantir o cumprimento de preservação do meio ambiente. Ademais, certificar que o Ministério da Justiça puna os envolvidos no desastre de Mariana e que as empresas arquem financeiramente com a recuperação das cidades afetadas e das famílias das vítimas....