Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    De acordo com Lavoisier, " na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". A partir desse viés, percebe-se que mudanças ocorrem no cenário ambiental diariamente. Isso se evidencia não só nos desastres e suas consequências, como também na negligencia para evitar novos casos.
           Em primeira instância, é importante ressaltar as inúmeras tragédias ambientais que tem acontecido no Brasil, tudo isso por conta de uma corrida materialista. Segundo o jornal O Globo, em 2015 cerca de 19 pessoas morreram com o rompimento da barragem de minério em Mariana, Minas Gerais, em soma a destruição da fauna e flora. Torna-se evidente um retrocesso social e não um avanço na economia. Ademais, três anos depois ocorre outro rompimento, dessa vez em Brumadinho, com 206 mortes, mostra então, a negligência e o descuidado ambiental. Logo, a exploração da natureza tem sido de forma irresponsável causando danos a todo o tecido social.
    
          Outrossim, a falta de punição e educação ambiental agravam o problema já existente no Brasil. Embora, o solo brasileiro seja rico, o homem consegue ter uma relação de inimizade, desmatando, explorando e trazendo vários malefícios. Porém, a punição não tem sido eficaz, mesmo com a Constituição Brasileira de 1988 considerando crime ações de exploração. Essa imputabilidade dá a sensação de legalidade aos criminosos que continuam com suas práticas. Tendo em vista, que a pouca fiscalização nas empresas tem colaborado para a reincidência de tragédias, como em Brumadinho. Logo, é necessária uma melhoria no Código Florestal e o cumprimento da lei.
    
           Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para aliar o crescimento econômico com o ambiental. Cabe ao Poder Judiciário e órgãos competentes para punir as empresas e pessoas que buscam o lucro a qualquer custo na exploração, não só de forma coercitiva, mas educativa, ensinando os valores ambientais e colocando-os como voluntários em atividades de restauração da flora. Além disso, fiscalizar e multar aqueles que oferecem riscos, antes que outros caos venham a ocorrer. Por fim, o Ministério da Educação incluir na grade curricular, disciplinas que retratam o valor e cuidado que devemos ter com o nosso habitat, o meio ambiente. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.