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    O desastre em Brumadinho é um problema de responsabilidade social, que afeta diretamente a qualidade de vida da sociedade. A fim de entender melhor a complexidade desse assunto deve-se, primeiramente, analisar as principais causas de tal evento. Depois, é necessário avaliar as mais graves consequências que isso gera,para,só então, propor soluções práticas para essa problemática.
      É indubitável que a falta de fiscalização e controle da Barragem I da Mina do Feijão, que se encontrava desativada desde 2015, foi o fator determinante para seu rompimento e para a consequente tragédia em Brumadinho. Apesar de desativada, essa barragem ainda armazenava uma grande quantidade de rejeitos da mineração e encontrava-se em estado de alerta, ou seja, já apresentava riscos de rompimento. Esses fatos revelam a ineficiência da mineradora Vale (resposável pela barragem) em evitar o desastre e garantir o bem estar social.
      Além das inúmeras mortes e desaparecidos tal infortúnio gera diversas outras consequências. Como efeito negativo dessa vicissitude está a poluição de rios, que afeta a vida aquática e tribos indígenas locais que dependem da pesca como subsistência. Faz-se mister,ainda, salientar que tais efeitos podem ser sentidos em outras regiões do Brasil, pois esses rejeitos da mineração podem conter metais pesados que se acumulam ao longo da cadeia alimentar, gerando problemas de saúde.
      É notório, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a prevenção de acidentes como esse e de Mariana, ocorrido em 2015. Destarte, os governantes devem adotar medidas mais rigorosas relacionadas as empresas exploradoras do minério de ferro, inclusive interditando barrragens que apresenatam risco de rompimento. Isso faz com que a ação legal aproxime-se de cumprir com seu compromisso previsto no artigo 3 da Constituição Federal, que explana o dever do estado em construir uma sociedade livre,justa e solidária.