Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um ser se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando observa-se o desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais, hodiernamente, tal ideal Iluminista é teórico e não utilizado na prática, por isso, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, não há dúvidas de que o desastre de Brumadinho e o risco de reincidência dos crimes ambientais é um desafio no Brasil; o qual ocorre, infelizmente, devido não só pela ineficiência do Estado, como também pela negligência de grandes empresas.
     É indubitável que a questão política e sua aplicação na sociedade estejam entre as causas do problema. Segundo o filosofo George Santayana, aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo. Analogamente, tal pensamento se concretiza, haja vista que, quatro anos antes do desastre de Brumadinho houve também o rompimento da barragem em mariana, o que evidência a ineficiência do estado em lidar com desastres ambientais. Com efeito, tal ineficiência é negativamente refletida na sociedade, gerando retrocesso ao invés de progresso.
     Outrossim, destaca-se a negligência de grandes empresas como impulsionador do problema. Em outubro de 2018 o Ministério Público constatou que a empresa vale, em uma avaliação interna, identificou que 10 entre 57 de suas barragens estavam em “zona de atenção”, relata o site agenciabrasil.ebe. Diante de tal contexto, fica evidente que o ato da mineradora vale de negligenciar a solução de um problema mesmo cientes de que havia um, se caracteriza como crime ambiental, o que gerou diversos problemas para a sociedade brasileira. Sendo assim, o poder público e as mineradoras nada aprenderam com a tragédia de Mariana, pelo contrário, se esqueceram do problema, tal qual os condenou a repeti-lo.
     É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil longe de crimes ambientais. Destarte, o Ministério Público deve contratar agentes especializados em vistoriar mensalmente empresas e locais que possam vir a causar crimes ambientais, promovendo o progresso da sociedade e a diminuição na reincidência de crimes ambientais. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a gravidade da reincidência dos crimes ambientais, a fim de que desde cedo a sociedade lembre de seus erros e assim evite repeti-los.