Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Envie sua redação para correção
    De acordo com o Princípio da Responsabilidade do filósofo Hans Jonas, o tecido social atual é co-responsável pelo bem estar das gerações futuras. Na contemporaneidade, é necessário refletir sobre como o desastre em Brumadinho e a reincidência dos crimes ambientais representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada por nossa sociedade. Nesse sentido, convêm analisar as principais causas dessa problemática.
      Em uma primeira análise, a herança histórico cultural é a principal responsável pelo descaso com meio ambiente. Isso é afirmado, uma vez que o tipo de colonização implantado por Portugal no território brasileiro - de exploração - apresenta-se como relevante na criação de uma ideologia de inesgotabilidade dos recursos naturais. Dessa maneira, perpetua-se o  descaso e o menosprezo com a natureza, visto que interfere no seu reequilíbrio natural. 
      Em uma segunda análise, os desastres ambientais são exacerbados por conta da omissão do Estado diante às grandes empresas. Isso acontece pois a falta de fiscalizações atrelado a incapacidade de cobrar as multas aplicadas corrobora, diretamente, para manutenção de grandes acidentes, como o rompimento da barragem de Brumadinho, Minas Gerais, em janeira de 2019. Dessa forma, é inadmissível a persistencia desse cenário, de modo que contradiz o ideal de Hans Jonas. 
       Fica evidente, portanto, que a reincidencia dos crimes ambientais se deve ao Estado e a sociedade. À visto disso, o Ministerio do Meio Ambiente deve criar legislaçoes eficazes, por meio da elaboração de um plano de prevenção e restauração, com participação direta da comunidade no monitoramento e denúncia de atos ilicitos, a fim de iniciar o uso responsavel dos recursos restantes. Somente assim, o principio de Hans Jonas começará a ser concretizado.