Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    Colonizadores em Brumadinho
       Em 1500 começou a colonização do Brasil e, junto com ela, a destruição da mata atlântica com a exploração do pau-brasil, visando sempre o lucro. Do passado à atualidade, hoje temos no Brasil esse mesmo pensamento de lucro em Brumadinho e outras cidades, acima de qualquer fator, este sendo social e ambiental. Assim, existe uma falta de responsabilidade das empresas em relação ao ambiente social, a negligencia de setores públicos fiscais e um crime ambiental.
       Dessa forma, as grandes empresas deixam de lado fatores de risco e visam o que gera maior lucro. Logo, a corrente de pensamento seguida por elas é, por exemplo, a do "Utilitarismo", em que deve ser realizado o que dá maior beneficio no final e não o que é correto fazer. Com isso, Brumadinho foi mais um caso de desejo econômico, que colocou em risco, de forma consciente, a população local.
       Dessa maneira, já era entendimento da Vale, industria de Brumadinho, as chances de rompimento da barragem. No entanto, a negligencia de órgãos de fiscalização para prever o rompimento da barragem e a falta de responsabilidade da própria Vale para criar áreas de risco, fez com que a população local sofresse um dos piores desastres do país. E, essa falta de empatia com o próprio povo já é retratada em "Vidas Secas" de Graciliano Ramos, em que o soldado amarelo representa a autoridade e Fabiano o povo, em que este sofre as injustiças daquele sem contestar. E isso, é visto com clareza na cidade de Minas, em que o povo local sofreu as injustiças de uma autoridade local.
       Por conseguinte, como foi uma situação de risco já prevista pela Vale, mas nunca alertada, a situação da pequena cidade foi de desaste para crime ambiental e social. Visto que a lama derrubada pela barragem destruiu casas, matou pessoas e o bioma que existia ali, foi destruído. No entanto, esse mesmo problema aconteceu em, por exemplo, Mariana em 2015, e não teve nenhuma medida de segurança criada após esse primeiro caso. Isso mostra, uma reincidência dos crimes ambientais, já que é algo que voltou a se repetir, aumentando ainda mais a gravidade do crime.
       Com isso, o desastre de Brumadinho foi irresponsabilidade da Vale por colocar seus lucros em primeiro lugar, não realizar fiscalizações na contenção da barragem e, causar uma reincidência de crimes ambientais que já existiram. Logo, é prioridade, não só da Vale, mas de todas as empresas, criar um sensor que preveja por meio de alarmes quando existe algum problema e que órgãos públicos criam uma zona de segurança, onde não poderá ser ocupado por pessoas. E, que a Vale seja punida por esse crime ambiental e social, plantando tudo que destruiu e pagando indenizações às vítimas, para que assim o pensamento colonizador que ainda existe, dê espaço para uma lógica social e ambiental.