Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    No período do Regime Militar, que teve início com um golpe de estado em 1964, o novo governo procurou fazer uma grande colonização na região Norte do país, levando para àquela região projetos de mineradoras. Contudo, inexistiu nesses projetos a importância da qualidade, visando exclusivamente a quantidade. Nesse sentido, é conveniente analisar a falta de segurança que culminou no rompimento  da barragem de Brumadinho e a falta de responsabilidade das mineradoras com o meio ambiente como uma problemática na sociedade brasileira.
         É fundamental pontuar, de início, que a barragem de Brumadinho já estava em estado de "atenção", porém a mineradora Vale, que administra a barragem, não tomou medidas em virtude do perigo do rompimento da barragem. Tal situação é explicada pelo fato da mineradora Vale não prezar por estruturas de qualidade nas barragens, até porque o que é visado é apenas o lucro, e não a segurança da comunidade que vive perto das barragens. Prova disso, são dados veiculados no site Agência Brasil, que apontam que a empresa tinha ciência de mais de 50 barragens em estado de "atenção", isso torna notória a importância de uma segurança reforçada nas barragens.
         É importante pontuar, ainda, que as mineradoras que estão em atividade no país, estão provocando inúmeros prejuízos ao meio ambiente, colocando em risco a saúde das pessoas e a biodiversidade de plantas e animais que existe no Brasil. Isso é comprovado pelo fato de que as mineradoras foram construídas visando apenas a quantidade, e não a qualidade, afinal não existia uma preocupação com o que aconteceria com o meio ambiente, ou seja, visava apenas o lucro. Logo, ao se observar as inúmeras áreas devastadas por empresas de mineração, deve-se tomar medidas para a atenuação da poluição do meio ambiente.
         Diante disso, é notória a importância de se tomar medidas para a maior segurança das barragens de rejeitos, e também para que ocorra a atenuação dos danos sofridos pelo meio ambiente em virtude da construção e a atividade de mineradoras. Desse modo, o Estado deve cobrar o fortalecimento de estruturas de barragens de rejeito, por meio da criação de leis que obriguem as empresas a fazerem manutenção de barragens que estejam em estado de "atenção", para que a segurança tanto das barragens quanto das pessoas que vivem perto delas esteja garantida. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve multar as mineradoras que poluem o meio ambiente, por meio da aplicação de altas multas por cada quilômetro quadrado danificado pela ação da mineradora, com isso, irá ocorrer a atenuação dos danos sofridos pela fauna e flora brasileira, e a população se beneficiará por ter um ambiente mais limpo. Afinal, como afirma Platão: "o importante não é viver, mas viver bem".