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    Percebe-se que, desde o Iluminismo - processo desenvolvido para corrigir as desigualdades sociais - uma sociedade só evolui quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o alto índice de desdenho da população em relação à reincidência de crimes ambientais no país, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Devido isso, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, convém analisar as principais causas de tal postura negligente para com a sociedade.
     Sob esse viés, é inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo da educação, Paulo Freire, se a educação por um lado, não altera o mundo, por outro, sua ausência torna inviável qualquer mudança. De maneira análoga, tal fato se reflete nos ínfimos investimentos governamentais em medidas na base educacional que incentivem o ensino, em escolas públicas sobre a importância da preservação ambiental e as consequências que os crimes ambientais podem causar ao país e, devido à falta tanto de administração quanto de fiscalização pública, por parte de algumas gestões, isso não é firmado.
     Por conseguinte, é que atrelado à falta de investimentos governamentais na educação brasileira, o grande desinteresse social sobre os impactos ecológicos causados pelos crimes ambientais é um impulsionador desse impasse. Nesse sentido, o sociólogo Durkheim afirma que o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Ao seguir essa linha de raciocínio, nota-se que é de extrema necessidade que ocorra uma mudança da mentalidade social para que haja uma transformação gradativa das atitudes sociais à cerca dessa ação prejudicial. 
     Portanto, é mister que indivíduos e instituições públicas cooperem para atenuar a problemática. Para que ocorra a conscientização da sociedade brasileira a respeito do problema, é necessário que o Ministério da Educação e cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas de abrangência nacional em redes televisas e redes sociais que detalhem a importância da erradicação de crimes ambientais no país, sugerindo a população que busquem combater cada vez mais a reincidência de crimes ambientais. Somente assim, o Brasil se tornará um país que pratica os ideais iluministas beneficiando toda a sociedade.