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    Soluções para as barragens de mineração
          No início do ano de 2019, mais uma tragédia ocorre envolvendo a empresa Vale mineradora. Outra de suas barragens se rompe, dessa vez na cidade de Brumadinho, município metropolitano de Belo Horizonte. A lama de minério deixou centenas de desaparecidos e dezenas de mortos. Além do método de contenção ser o mais barato e o menos seguro,  a fiscalização ainda é limitada e dependente do monitoramento das próprias empresas de mineração. Medidas mais rigorosas devem ser impostas a essas empresas para que não volte a ocorrer tragédias como a de Brumadinho e de Mariana.
    
         De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil possui 430 barragens de minério. Tanto a barragem de Mariana que se rompeu em 2015 que também pertencia a Vale, quanto a barragem de Brumadinho utilizavam o método de "alteamento a montante" em suas barragens. No qual, o próprio rejeito da mineração que é descartado por não oferecer valor comercial, é depositado em camadas, formando, então, a barragem de rejeitos. Esse tipo de barragem é a mais comum por seu custo de construção ser mais barato e o seu licenciamento é mais rápido pois ocupa menos espaço da bacia hidrográfica. No entanto esse tipo de barragem é o menos seguro por ser altamente sensível a qualquer vibração do solo e também por sofrer erosão. Além disso, a fiscalização é um fator limitante, pois ainda existe pouco investimento das empresas mineradoras na contratação de mão de obra qualificada para analisar dados técnicos e pertinentes a construção e monitoramento das barragens, levando ao erro na análise de risco e negligência na manutenção desses projetos. 
          Portanto, para reter acidentes como o que ocorreu em Mariana e Brumadinho, deve haver uma maior inspeção no monitoramento das barragens por parte dos órgãos fiscalizadores, além da requisição de projetos que levem em conta a integração das mineradoras com a população local, onde os empreendimentos mineradores devem ser desenhados de acordo com a comunidade que serão instalados. Uma outra alternativa mais segura do que esse tipo de barragem, é a armazenagem a seco de rejeitos minerais. No qual, os rejeitos serão acumulados e armazenados em bacia de disposição, e em seguida drenados e depositados em pilhas, que ficaram expostas à secagem ao sol. Além disso, os rejeitos de minério podem ser recuperados e reaproveitados na metalurgia. Podem também serem utilizados na construção de tijolos, reduzindo assim, o impacto ambiental e interrompendo os custos e o tempo gasto para obtenção das licenças ambientais para a construção ou a ampliação de novas barragens, ocasionando também diminuição no número de barragens levantadas pela Agência Nacional de Águas (ANA).