Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    No Brasil hodierno, os desastres ambientais como o de Brumadinho apresentam-se como um problema de caráter social que se agrava na sociedade. Isso se deve, sobretudo, à exploração excessiva do meio ambiente na busca por lucro e desenvolvimento, associado à falta de políticas públicas mais especificas para estabelecer limites entre o consumismo e as práticas exploratórias. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão.
        Em verdade, a exploração dos recursos naturais é uma prática histórica na sociedade brasileira, durante a fase do Romantismo na Literatura brasileira, autores como José de Alencar exaltaram a relação do Índio com a natureza como sendo de subsistência, exploração saudável e cooperativa. No entanto, esse modo de se utilizar da fauna e da flora não é mais prevalente na sociedade moderna, já que o sistema capitalista corroborou para o surgimento de vida caracterizado pelo consumismo sem preocupação com o meio ambiente. Assim, um exemplo disso, foi o desastre ambiental ocorrido no início de 2019, no município de Brumadinho, no estado de Minas Gerais, não tirou só vidas, como também causou incalculáveis danos ao meio ambiente, sua fauna e flora. Porém, esse episódio não é uma exceção na história do Brasil, três anos antes, o estado de Minas já havia sofrido uma tragédia semelhante, no município de Mariana, ambas se configuram como um crime ambiental. 
        Outrossim, a reincidência dos crimes ambientais no país, são decorrentes da ausência de políticas públicas mais especificas que fiscalizem de forma regular e precisa barragens e empresas responsáveis, já que a tragédia ocorrida em 2015, em Mariana, ainda está em aberto, nenhuma multa ambiental foi paga e famílias ainda sofrem suas perdas, evidenciando o descaso do da sociedade e do poder público com a preservação ambiental. Nessa perspectiva, é necessário atenuar aos ensinamentos transmitidos pela Carta da Terra, que é uma declaração dos princípios fundamentais para a construção de uma sociedade sustentável e equilibrada, para que tragédias como a de Brumadinho e Mariana não voltem a acontecer no país. 
        Dessa forma, fica evidente a necessidade de combater a reincidência de crimes ambientais na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem controlar a exploração excessiva dos recursos naturais para favorecer a indústria com consumo, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis a empresas que desrespeite as normas de segurança ambiental. Cabe-lhe, ainda, introduzir no currículo escolar discussões mais expansivas sobre a importância de reduzir os índices de consumo para reduzir os impactos ambientais, aumentando a carga horaria de disciplinas como a Geografia para discutir esse assunto de forma mais ampla. Ademais, cabe às ONGs criar mais projetos sociais, por meio de palestras e debates com especialistas, visando mostrar as pessoas as consequências geradas pela exploração dos recursos naturais.