Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    A página " Quebrando o Tabu" , publicou em seu Facebook, uma entrevista com diversas vítimas do rompimento da barragem de mineração em Burmadinho. Nesse sentido, a página retratou as diversas problemáticas que a população de Brumadinho estava sofrendo, tal como fome, desamparo, desaparecimentos e até mortes. Entretanto, tal situação emblemática não esta ligada a um desastre ambiental e, sim, a crimes ambientais sérios. Diante disso, observa-se que a reincidência de tais crimes, tem como fator a flexibilidade das leis ambientais, o almejo ao lucro pelos empresários e a negligência política.
      Nesse sentido, é indubitável que existe um demanda crescente pela flexibilização das legislações relacionadas ao aspecto ambiental. Sabe-se que os empresários a favor desse fato querem não só a redução de prazos de licenciamento, como também a exclusão da participação da sociedade civil nas discussões que envolvem os impactos ambientais. De acordo com o especialista em direito ambiental Paulo Affonso Leme, é notório o poder que os grandes empresários possuem em questões relacionadas a política ambiental, já que cerca de 40% dos projetos hoje, no Brasil, são aprovados sem monitoria pública, entretanto tais empresários reivindicam que esses dados passem para 75%.
      Além disso, tem-se que o lucro obtido no processo de construção de projetos ambientais em locais inapropriados são altos. Segundo o site G1, cerca de 67% dos projetos construídos em áreas ambientais,  geram para os empresários cerca de 10 bilhões de reais. Esse panorama sobre o lucro na sociedade, foi retratado séculos atrás com Karl Marx em seu livro " O capital" , onde afirmava que o lucro na sociedade capitalista tem a capacidade de explorar e causar danos aos menos favorecidos.
      Ademais, é iniludível que a negligência política em relação a questões ambientais é grande, visto que falta inspeções em empresas, com a finalidade de investigar futuras irregularidades presentes nos projetos ambientais. Por conseguente desse descaso público, observa-se que as empresas não agem de forma sustentável, pois não irão ser culpabilizadas. Fato este que causa diversos problemas para a sociedade como aumento de gases poluentes, eutrofização dos rios, aumento de doenças por inseto, soterramento de animais e até morte, de acordo com o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental.
      Infere-se, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente, crie, por meio de verbas governamentais, leis mais rígidas relacionadas ao licenciamento de projetos ambientais. Tais leis conteriam inspeções bimestrais em empresas, a necessidade de  divulgação de relatórios públicos, além de uma rigorosa análise para aprovação de projetos. Essas leis teriam como finalidade diminuir os casos de abuso ambiental, pois tratariam de forma direta e pessoal cada projeto ambiental considerado periculoso.