Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    O rompimento da barragem em Brumadinho no inicio deste ano, infelizmente, foi ainda mais mortífero que o desastre em Mariana. Mediante a reincidência de tal crime ambiental, torna-se vital discutir sobre esse impasse, e assim, visar combatê-lo. Desse modo, a irresponsabilidade empresarial e Federal quanto à gestão das barragens e a dependência financeira dos municípios ao redor da área de mineração, são as principais causas desse problema.  
         Em primeira análise, é notória a irresponsabilidade socioambiental tanto do governo, quanto da Vale na manutenção das barragens. O Quadrilátero Ferrífero possui grande destaque geológico mundial, visto que se encontra em uma área de Escudo Cristalino, onde há em abundância o minério de ferro. A comercialização desse commoditie traz altos lucros tanto para a vale, quanto para o Estado, que acaba por abrandar a fiscalização das barragens, a fim de que a empresa não perca lucro investindo altos valores em tipos de diques de contenção ou em processamentos mais seguros.
           Ademais, a dependência econômica dos municípios do Quadrilátero Ferrífero em relação à mineração é preocupante. Além da carga histórica que Minas Gerais tem dessa atividade, desde o processo de interiorização do Brasil pelos bandeirantes, ainda há a geração de empregos e os Royalties, que são uma compensação financeira da Vale às cidades afetadas pela extração. Segundo uma matéria da Globo, 60% da renda de Brumadinho provém da mineração, o que priva a comunidade de novas alternativas econômicas e a submete a novos riscos. 
         Urge, portanto, medidas para evitar a reincidência de crimes ambientais como o desastre ocorrido em Brumadinho. É de praxe que o Ministério Público pressione o Estado, para que puna os órgãos fiscalizadores das barragens por conta de suas irregularidades na fiscalização. E também, que o Governo libere verbas para que esses órgãos não fiquem sucateados. Por fim, que a Vale arque com as consequências do desastre, tanto com indenizações às famílias afetadas, quanto na criação e no patrocínio de projetos que visem ampliar as atividades econômicas do estado, por meio do setor produtivo criativo.