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    No início de 2019, o acúmulo subterrâneo de rejeitos metálicos culminou na queda de uma importante barragem na região do quadrilátero ferrífero. O caráter social do desastre ocasionou a instabilidade de diversas famílias com perdas, traumas psicológicos, ferimentos e mortes de entes. Essa grande e triste destruição deve-se à ganância reguladora de mercado das empresas inseridas nesse meio, como é o caso da empresa Vale; vê-se, portanto, um pensamento arcaico da balança comercial favorável a todo custo. 
          É indubitável que a região de Brumadinho, Minas Gerais, representa uma das maiores áreas de exploração ferrífera no Brasil; abastece as siderurgias brasileiras e potências como os Estados Unidos e a China. O auge de sua exploração deu-se pelo crescimento econômico chinês e pela formação do bloco de países emergentes BRICS, bem como pelo aumento do preço das commodities no mercado, no início do século XXI. Contudo, as medidas de austeridade, a fim de maximizar os lucros, prenunciaram a tragédia; a construção da própria barreira é um exemplo disso. Há uma análise do grau de necessidade conforme os riscos para que se possa construir uma barreira; no entanto, escolheu-se a mais barata e de maior risco para o local, informação fornecida site G1. Pelo mesmo, compreende-se ainda que a região encontrava-se em perigo reconhecido pelas autoridades empresariais que na mesma tentativa de conter os gastos ignorou as premissas. 
    
          Ademais, o desastre apresenta preocupantes dados. 229 corpos foram encontrados, de acordo com o jornal eletrônico El País. Consoante a revista IstoÉ, 150 metros de extensão foram invadidos pela lama preta; tendo destruído casas pelo caminho e deixado feridos por toda a parte. Vale ressaltar que o impacto ascendeu traumas psicológicos irreparáveis nas vítimas, como pode ser observado nos depoimentos em canais de rádio e televisão. Outrossim, outras formas de vida também foram afetadas, como os peixes do Rio São Francisco; os componentes metálicos contidos na água agora conferem um caráter hipertônico a ela, o que prejudica os peixes com características próprias de água doce.
          Haja vista que as medidas de austeridade preconizam o mau funcionamento das barreiras, conclui-se que essas devem ser construídas de forma a respeitar as necessidades locais; ao condecorar a segurança acima da contenção de gastos e os estudos dos impactos ambientais (EIA). A empresa vale, hoje privatizada, deve filiar-se novamente ao governo como quando criada por Getúlio Vargas; assim, concatenará os interesses econômicos aos sociais e aos ambientais. Para tanto, necessita unir-se aos ministérios públicos e assim incidir sobre as demais áreas de risco, para evitar outros quaisquer impactos socioambientais; orientados pelo RIMA, relatório de impactos ambientais.