Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    No final do ano de 2015 o Brasil assistiu, estarrecido, ao desastre acontecido em Mariana-MG. Pouco tempo depois, o ocorrido em Brumadinho parece ter vindo para provar a omissão das companhias de mineração e do Governo no que diz respeito à segurança pública e ambiental. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
       De acordo com a Agência Brasil, documentos internos da mineradora Vale classificavam a Barragem I de Brumadinho em "zona de atenção", no entanto nenhuma ação foi tomada para prevenir potenciais acidentes. Esse descaso da companhia não apenas afetou, substancialmente, a vida dos moradores da região, como também culminou com a morte de centenas de trabalhadores. Nesse sentido, prova-se a indiferença da Vale em relação à população. Além disso, a corrupção institucionalizada no Governo engendra uma cultura de impunidade, haja vista os responsáveis pela tragédia de Mariana não terem recebido nenhum tipo de punição. Logo, essa injustiça corroborou com o rompimento das barragens de Brumadinho e continua a fortalecer a negligência de diversas empresas que, protegidas pelo poder público, podem aumentar os seus lucros a custo de matar pessoas e sonhos. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Urge que o Poder Legislativo faça uma Lei que obrigue companhias de mineração e afins a publicar em seus sites relatórios mensais sobre as condições de suas barragens e, também, a tomar providências em casos de risco. Não obstante, a sociedade deve se mobilizar e exigir do Judiciário que apliquem as devidas punições aos causadores de tais desastres. Dessa maneira, o ciclo das tragédias, gradativamente, chegará ao fim.