Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    O extrativismo mineral foi uma das primeiras atividades de exploração no Brasil Colônia. O um dos objetivos das Grandes Navegações era encontrar territórios com grande potencial mineralógico e o Brasil, território extenso e rico em minérios, foi um dos explorados pela Coroa Portuguesa. Entretanto, problemas ambientais causados pela da extração agressiva dos minérios, de forma mecanizada, têm-lo tornado um grupo de alto risco para o ambiente.
    No fim de 2015, na cidade de Mariana em Minas Gerais, ocorreu um desastre ambiental, o rompimento da barragem de Fundão, causando a morte de 19 pessoas, cerca de 11 toneladas de peixes, além da contaminação do Rio Doce e seus afluentes. No início de 2019, o desastre reincide, na cidade de Brumadinho - MG. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), este desastre destruiu cerca 133,27 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica, 70,65 hectares de Áreas de Proteção Ambiental (APP); e, segundo a Defesa Civil - MG, foram 229 mortos e 48 desaparecidos. Um dos grandes desastres no país, superando em 210 o número de mortos no desastre de Mariana.
    Em teoria, as barragens deveriam ser estruturas estáveis, com pouquíssimos riscos de rompimento, a fim de reduzir a probabilidade desse acontecer. Um rompimento de uma barragem causa danos irreparáveis ao meio ambiente, visto que ela tem a finalidade de armazenar os rejeitos do minério extraído, nesses rejeitos, incluem-se as areias, argilas e substâncias químicas nocivas à vida. A argila, por exemplo, torna a água lamacenta; as substâncias químicas, como o mercúrio, tornam-a inconsumível. Além da destruição de vegetação e animais e contaminação dos rios.
    Tendo em vista os grandes problemas socioambientais causados por esses depósitos