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    A cidade de Mariana, em 2015, sofria com um grave desastre ambiental, o rompimento da barragem de rejeitos minerais. Apenas quatro anos depois, é a vez de Brumadinho enfrentar esse mesmo problema. Deixa claro que o Brasil não compreende bem o passado para evitar essas ocorrências no presente. Por outro lado, essa reincidência pode estar relacionada com a impunidade impregnada no país. Além da falta de comprometimento das mineradoras e da negligência governamental corroboram assim com esses crimes ambientais. Nesse contexto, medidas drásticas devem ser tomadas. 
              Impunidade, essa palavra define muito bem a fragilidade do cidadão brasileiro, diante de uma sociedade que está a mercê de verdadeiros malfeitores que visam o lucro e os seus interesses perante ao meio ambiente. Nesse cenário, o ocorrido em Brumadinho foi decorrente da falta de punição dos responsáveis em Mariana, no qual ninguém foi preso. Essa reincidência intensificou os desastres, pois deixaram mais vítimas fatais e um meio ambiente devastado, com um longo tempo para a recuperação. Segundo o jornal Folha, os quatro bilhões pagos para indenizações e reparações foram poucos, pois estima-se que há mais de trinta bilhões de prejuízos causados. 
             Outrossim, é válido ressaltar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal, ou seja, antes de realizar qualquer ato, deve-se perguntar: isso fará o bem para o coletivo? Dessa maneira, o descaso e a negligência das mineradoras e do governo vão de encontro à ética kantiana. Contudo, não só porque a mineração influência no PIB brasileiro que ela deve ser explorada dessa maneira. Isso deve ser feito de forma sustentável, com uma legislação ambiental rígida e investimentos na estrutura e segurança das barragens. 
           Portanto, o descaso e a reincidência desses crimes ambientais não serão mais aceitos pela sociedade brasileira e mundial. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Judiciário, cobrar um plano preventivo de exploração das mineradoras, de modo que conste a segurança local e emergencial. Além disso, levar à justiça os responsáveis por produzir qualquer dano ao meio ambiente. Assim, o país não sofrerá mais com a impunidade dos crimes ambientais e a vida será respeitada.