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    A mineração representa uma importante atividade econômica para para o Brasil,visto que o país possui grandes reservas de minério de ferro. Entretanto, falhas nas fiscalizações por parte do Governo Federal e a Negligência das empresas mineradoras têm causado  grandes impactos ambientais e sociais para a nação. Urge, então, a necessidade de identificar e combater esses impactos no cotidiano da população, objetivando promover e garantir um de desenvolvimento sem colocar o meio ambiente e as pessoas em risco.
       Em primeiro lugar, é possível identificar que as fiscalizações do Governo tem apresentado falhas. Toda área de mineração passa por inspeção governamental através de relatórios como os do EIA (Estudos dos Impactos Ambientais) e RIMA ( Relatório de Impactos no Meio Ambiente), que servem para analisar não somente os impactos causados ao meio ambiente, mas também os riscos em locais de mineração. Essas avaliações são feitas por engenheiros das empresas e por engenheiros federais, sendo que o trabalho nessas regiões só pode prosseguir caso esteja tudo correto com a forma de extração do minério e com as instalações, como barragens e equipamentos. Logo, os desastres de Mariana e Brumadinho, que poluíram rios com metais pesados e mataram centenas de pessoas, poderiam ter sido evitados com relatórios mais elaborados e rigorosos.
      Em segunda análise, verifica-se, ainda, que as empresas mineradoras são irresponsáveis na construção de barragens de rejeitos. Nesses dois desastres ocorridos, as barragens de rejeitos, que armazenam os restos de metais pesados e lama eram do tipo a montante, as quais são as mais baratas e menos seguras. Dessa forma, é possível identificar que essas instituições estão preocupadas com a maximização dos seus lucros e não com a segurança da população que reside perto das áreas de extração. Em consequência disso, um possível rompimento de barragens pode matar centenas de pessoas, como aconteceu no crime ambiental ocorrido em Brumadinho (MG), o qual matou mais de 220 pessoas e ainda conta com mais de 40 desaparecidos, segundo dados do G1.
      Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que esses desastres não sejam recorrentes. Em razão disso, a Agência Nacional de Mineração deve fiscalizar de foma mais rigorosa os relatórios feitos em áreas de mineração, além disso, deve proibir a construção de barragens do tipo a montante, exigindo a construção do tipo a justante, que são as mais seguras, para que não existam riscos de novos rompimentos. Só assim, o Brasil pode garantir seu desenvolvimento econômico na extração de minérios de forma responsável e segura.