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    É nítida a preocupação dos ancestrais gregos quanto a preservação da natureza. Tanto que um dos deuses cultuados por eles era Pã, deus protetor dos bosques, campos e animais. Em contraste, o homem contemporâneo utiliza o meio ambiente apenas como instrumento para gerar renda. Por isso, infelizmente, é recorrente notícias de crimes ambientais como, por exemplo, o rompimento das barragens da mineração de Mariana e Brumadinho, episódios que se repetir em outros locais, colocará em risco o meio ambiente, haja vista a destruição dos rios e a toxicidade dos dejetos.  
        Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a ruptura das barragens mineradoras, no Brasil, é um crime ambiental irreparável. Consoante com a Constituição Federal que afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, infelizmente, após esses acidentes, diversos rios foram mortos e jamais voltarão ao equilíbrio anterior. Dessa forma, acidentes como o de Brumadinho é grave, e coloca em risco a biodiversidade das gerações futuras, por isso, deve ser rigorosamente punido. 
        Ademais, os dejetos de lama que foram despejados na área do desastre são tóxicos e prejudicam a saúde da população. Para o filósofo Rousseau "O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado". Consoante a essa ideia, a população que vive no entorno de barragens, acreditam que tem benefícios como, por exemplo, emprego e estabilidade, mas não sabem quão acorrentadas estão caso ocorra, novamente, a ruptura dessas barragens, por causa a letalidade da lama. Por isso, mesmo que haja ações mitigadoras, os dejetos da mineração são tóxicos e comprometem a saúde dos sobreviventes por toda sua vida. 
        Fica evidente, portanto, que o desastre ocorrido em Brumadinho foi um crime ambiental que não pode reincidir em outras localidades. Por isso, cabe  ao Ministério da Justiça apurar os fatos e aplicar as punições cabíveis a todos os envolvidos, por intermédio do Ministério Público, a fim de  não estimular a ocorrência de episódios parecidos pela certeza da impunidade. Apenas dessa forma, poder-se-á  alcançar a justiça ambiental, um dos  instrumentos da democracia e ter,  a natureza, como um deus a ser cultuado e protegido como era na Grécia antiga.