Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    Em novembro de 2015, houve o rompimento da barragem de Mariana, o maior desastre ecológico do mundo, que matou 19 pessoas. Em 25 de janeiro de 2019, a barragem de Brumadinho se rompeu e o número de mortos chega a 99. Em nenhum dos casos supracitados, o governo brasileiro atuou efetivamente na reparação e contenção desse tipo de desastre. Consequentemente, esses crimes ambientais reincidiram e continuarão a reincidir, no país, e a cada tragédia, aumentar-se-á o número de vítimas e o grau de devastação no ambiente. 
      Quase 13 milhões de metros cúbicos de lama foram liberados no rompimento da barragem de Brumadinho. Além dos 99 mortos, quase 260 estão desaparecidos e a Bacia do Rio Doce, que ainda nem tinha se recuperado da tragédia de Mariana, está completamente contaminada com os dejetos. E tudo isso tem duas causas: a ganância e a negligência. Sendo que aquela se refere ao fato da Companhia Vale – responsável pela barragem de Mariana e de Brumadinho - ter construído alteamentos a montante em seus reservatórios, pois, embora seja muito mais frágil, é mais barato. Sendo assim, a maior parte dos reservatórios, no Brasil, que pertencem a Vale, é susceptível a rompimentos. 
         Já a negligência se trata da falta de fiscalização do governo. Isso porque, com a tragédia de Mariana, ao invés do Estado aumentar a fiscalização das outras barragens, ele fez a contenção e liberação paulatina de verbas para Agência Nacional de Mineração (ANM). Dessa forma, sem o recurso financeiro necessário para a contratação de fiscais e de equipamentos, muitas barragens não são fiscalizadas. Como reflexo disso e da ganância, os crimes ambientais se repetem, e a natureza, que possui um ciclo de reparação muito mais lento do que a devastação cometida pelo homem, não consegue recompor, gerando, desse modo, problemas ambientais graves, como a morte da fauna e flora e a contaminação do solo, que se torna improdutivo.
       Depreende-se, portanto, que a reincidência de crimes ambientais, como o de Brumadinho e de Mariana, é muito grave, pois, a cada acontecimento desses, aumentam-se as mortes, os desaparecimentos e a contaminação. Para tentar reverter isso, o Ministério da Economia precisa aumentar as verbas repassadas para a ANM. Com esse recurso, ela poderá contratar mais fiscais e equipamentos, o que aumentará a fiscalização das barragens. Dessa maneira, diminuir-se-á a possibilidade desses crimes ambientais.