Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    Consoante ao filósofo e naturalista, Isaac Newton, para toda ação há uma reação de mesma intensidade e sentido contrário, logo, as ações antrópicas sobre a natureza tem acarretado inevitáveis consequências para o Meio Ambiente. Nesse contexto, não há dúvidas de que o desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência de crimes ambientais, são respostas a negligência governamental, bem como a falta de comprometimento social. Portanto, haja vista que é de suma importância uma reeducação da sociedade, através dos agentes adequados. 
            Além do mais, a impunidade é mais barata que a prevenção. A barragem utilizada em Brumadinho, por exemplo, foi a de rejeito, que consiste em restos de lixo e minério, que poderia ter sido substituída pelo método de deslamação caso o Governo tivesse cumprido com seu dever de habilitar profissionais e instruí-los à fiscalizar a barragem corretamente, sem visar somente o lucro que a aceleração em sua construção traria. Tendo em vista que como resultado posteriormente, o dano poderia ser muito maior, como de fato ocorreu.
         Outrossim, a falta de interesse social ainda é um grande impasse à preservação da natureza. Tristemente, a permanência desses crimes também é reflexo da prisão à supervalorização do capitalismo, advindo da Revolução Industrial. No entanto, segundo o pensador e ativista francês, Michel Foucalt, é preciso mostrar as pessoas que elas são mais livres do que pensam, para que dessa forma se deem conta da importância de cuidar da natureza. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para que voltemos a olhar para o Meio Ambiente como algo de extrema importância para a sobrevivência humana. De tal forma que, cada um cumpra com sua responsabilidade de preservação.
             Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca da importância da preservação em palestras elucidativas por meio de exemplos, dados estatísticos e declarações de pessoas envolvidas no tema, para que a sociedade civil, em especial as crianças e adolescentes, não sejam complacentes com a cultura capitalista difundida socialmente. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou Secretária do Meio Ambiente, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los e profissionalizarem adequadamente os proprietários de empresas que têm acesso direto a natureza, por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas mais severas que as existente, em caso de descumprimento. Desse modo, a reação que teremos para essa ação, como diz Isaac Newton, será positiva e transformadora.