Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

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    Desde a década de 80, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, em seu lirismo alertava sobre o modelo econômico utilizado em Minas Gerais, assim como no resto do Brasil, no qual subjuga a sociedade e os territórios de forma perversa e criminosa. No entanto quando observamos casos como o de Brumadinho constatamos que o lirismo de Drummond não se encontra apenas no papel e sim em uma problemática que persiste intrinsecamente ligada a realidade do nosso país.
       A exploração exacerbada de matéria-prima em Minas Gerais foi fator relevante para desencadear os quadros de instabilidade nos dias atuais, em menos de 5 anos foram mais de 10 rompimentos de barragens no Brasil, tendo grande notoriedade a de Brumadinho, com 240 mortos identificados pelo IML e danos irreparáveis à biodiversidade e para a segurança hídrica da região e adjacentes.
      Outrossim, destaca-se como impulsionador do problema a falta de fiscalização e a ineficiência na manutenção de irregularidades. Mesmo com a promulgação do "código de mineração" em 1967 é notório a impraticabilidade do mesmo, que vem sendo omitida pelos gerenciadores.  Logo é inquestionável e indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Quando Albert Schweitzer afirma que “Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo.”, percebemos a necessidade de intervenção imediata para o fim da problemática.
     É evidente que ainda há entraves para garantia da solidificação de políticas que visem a construção de um mundo superno. Mas cabe as políticas públicas a criação de leis mais rígidas e aplicação das mesmas, nas estipulação de sanções penais e administrativas. Entretanto, se faz necessário que os departamentos responsáveis pela melhoria e proteção do meio ambiente, façam fiscalizações periódicas a fim de evitarem possíveis transtornos.