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    Os santos Cosme e Damião eram reconhecidos por suas habilidades médicas e pela lenda a qual afirmava que os dois transplantaram uma das pernas de um sacristão da época. Esse procedimento avançou ao longo da história chegando a pleno funcionamento. Contudo, hoje, ocorre um empecilho em relação a doação de órgãos.Isso ocorre devido a recusa das famílias e a falta de estrutura nos hospitais.
          Segundo o médico nefrologista, Roberto Manfro, o índice de doação de órgãos aumentou em 15% no Brasil,entretanto, as taxas poderiam ser mais satisfatórias se houvesse mais acesso à informação. Visto isso, é notável a falta de conhecimento das famílias dos possíveis doadores,uma vez que recusam a fazer a concessão. Essa problemática ocorre devido a crença dos familiares em uma melhora em casos de morte encefálica e as suspeitas de tráfico ilegal.
       Em uma segunda análise, há também, uma falta de estruturas hospitalares adequadas com profissionais capacitados para lidarem com a família dos doadores. Dessa maneira, a doação fica comprometida, já que a população pode estar predisposta a doar mas se não há um sistema que funcione,isso não se materializa. Ademais, os parentes não seguem a vontade de seus familiares - os quais gostariam de doar - contradizendo assim, o filósofo John Stuart Mill, o qual afirmava que sobre sua própria mente e corpo o indivíduo é soberano.
         Diante do exposto,faz-se necessário a criação de meios para estimular a doação de órgãos.Assim, é de responsabilidade do MS promover campanhas midiáticas que mantenham o tema sempre em circulação afim de estimular a população a doar. Isso deve ocorrer com propagandas televisivas as quais mostrem os benefícios de tal ato. Além disso, é essencial a capacitação de profissionais pelo SUS através de cursos de comunicação em situações críticas e formação de coordenadores hospitalares de transplantes.