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    Em 1967 foi realizado o primeiro transplante cardíaco do mundo, na África do Sul, abrangendo à possibilidade de doações de órgãos primordiais à saúde humana. Nesse sentido, assim como no mundo, o Brasil investiu em modernização para procedimentos cirúrgicos dessa magnitude apresentando uma tendência de crescimento. Cabe analisar, portanto, a causa da demora para realização dos transplantes assim como a resistência social sobre o assunto. 
          Em primeiro plano, vale destacar a falta de infraestrutura no translado do órgão. É notório as dificuldades enfrentadas, em especial nos municípios do interior do país, para que um órgão chegue em tempo hábil aos hospitais devido a falta de aeroportos ou estradas que facilitem esse transporte de forma ágil. A exemplo pode-se mencionar uma reportagem do jornal O Globo evidenciando a dificuldade que a Força Aérea Brasileira tem para levar órgãos em cidades sem aeroportos próximos, acarretando na perda desses órgãos em potencial de doação.
          Outro fator a ser mencionado é a falta de informação. Geralmente, as famílias possuem receio em doar os órgãos dos falecidos pelo simples fato  de não conhecerem o procedimento e pensarem que os médicos irão deformar a aparência do morto. Tal crença faz com que a fila de espera para receber um órgão aumente todos os dias, além de tornar o assunto um tabu já que as pessoas não procuram debater sobre ele. 
          Por tudo isso, é evidente a deficiência de conhecimento e mobilidade nas estradas para a ampliação da doação de órgãos, no país. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, promover debates nas escolas sobre a importância e os mitos que a sociedade tem sobre o assunto, através de episódios de séries conhecidas e documentários, buscando ampliar o senso crítico do aluno e, consequentemente, da sua família. Além disso, cabe ao Estado fiscalizar e consertar as estradas precárias do país, promovendo assim o acesso ao órgão em cidades que não possuem aeroportos e o acesso à vida.