Dilemas da doação de órgãos

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    Desde o iluminismo e, posteriormente, a Revolução Francesa, o caráter participativo acentuou-se expressivamente nas sociedades mundiais. Dessa forma, pode-se afirmar que no últimos anos houve um aumento significativo de doações de órgãos, visto que, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil atingiu 58% de aceitação familiar. No entanto, ainda é perceptível a grande quantidade de pessoas à espera de um doador e o receio familiar, que em muitos casos, faz com que desistam da concessão.
      Embora tenha tido um acréscimo considerável de doações, infelizmente, ainda não é o suficiente para atender toda demanda e diminuir ainda mais o número de pessoas na lista de espera, tendo em vista que este número chega a quase 32.000 de necessitados na expectativa, gerando ansiedade e, devido a demora e as circunstâncias do paciente, também o óbito.
      Urge salientar que, uma vez não demonstrada a vontade, antes do falecimento, de ser um doador torna difícil a decisão da família, uma vez que o principal medo é que haja deformações posteriormente. Entretanto, há toda uma preparação realizada por médicos para que isso não ocorra e dependendo da situação do paciente, este pode doar até oito órgãos. Tendo, por fim, uma pessoa podendo salvar oito vidas. Ademais, pessoas em vida com uma boa saúde pode doar parte de seus órgãos como o fígado, pulmão, rim e a medula óssea, ajudando a salvar pessoas, por exemplo, que sofrem de câncer.
      Portanto, medidas são necessárias para o aprimoramento do processo. Nesse sentido, o Ministério da Saúde aliado ao governo deve promover campanhas para a conscientização da necessidade de se tornar um doador e informar quais são as consequências para tal ato, nos postos de saúde e também nas escolas. Além disso, deve investir em publicidade tanto em propagandas na televisão e telejornais, como também no uso de outdoor pelas cidades, para assim incentivar as pessoas a fazer parte dessa ação e os interessados devem manifestar seu desejo aos familiares, e se necessário, deixar por escrito, a fim de diminuir ainda mais a lista de espera por transplante.